sábado, 19 de novembro de 2011

Que método devo escolher para o meu curso?

Seguindo com a série de dicas, hoje falarei sobre o método.
Devo preparar meu próprio “método” ou devo utilizar um já publicado? Calma! Muita calma nessa hora. Primeiramente devo alertar você de que o livro ou apostila não deve ser chamado de “método” e sim de material didático.

O Longman Dictionary of Language Teaching and Applied Linguistics na edição de 1997 define “método” como a forma de ensinar uma língua, que está fundamentada em princípios e procedimentos claramente elaborados e sistematizados.

Os métodos são diversos e divergem entre si. Cada um deles possui uma visão do que é a língua e como deveria ser sua aprendizagem, propósitos e objetivos do seu ensino, papel do professor e do aluno e papel do material didático.

No ensino aprendizagem de línguas há diversos métodos ou abordagens:
  • Gramática-tradução.
  • Direto.
  • O método áudio-lingual, estruturalista ou lingüístico.
  • Sugestopedia.
  • Silencioso.
  • Resposta física total.
  • Comunicativo.
No meio esperantista temos:
  • Cseh.
  • Zagreba.
  • Universala Esperanto Metodo de D-ro Benson.
  • Friis.
  • Gaconda.

Meu Deus! Quantos métodos! Então devo ou não escolher um livro? Minha resposta é sim! Sempre que você não faça da sua aula de Esperanto uma aula “de livro” isto é, não centre toda sua aula no material didático. Ele é um guia, uma referência, um espaço onde se apresentam os conteúdos a serem estudados, facilitando assim o seu trabalho como professor e oferecendo certa segurança ao aluno. Sinta-se a vontade em brincar e reconstruí-lo, crie seus próprios diálogos, textos, jogos, situações, exercícios etc. considerando seu conteúdo. Dessa forma o aluno quando em casa, poderá rever as coisas que aprendeu.

Lembre-se também que o livro com o qual você aprendeu Esperanto pode não ser útil para o seu aluno, mesmo que você tenha lido que é maravilhoso, que é a última jóia em livros didáticos em “esperantio”. Meu conselho é: considere sempre o seu aluno e a forma como ele aprende, por isso, nada de aula improvisada, nada de aula centrada no livro, esse é o caminho certo para o tédio e a desistência do curso. Use a sua imaginação!

Leysester Miró
Profesor de línguas
Especialista e em ensino aprendizagem de língua
pelo centro Universitário SENAC
Escreva para ileibrazilo@gmail.com

Indicação de leitura:


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